Protocolo de Extração Fúngica, ITS e PCR



De forma resumida, o DNA fúngico foi extraído como mostra o esquema da figura 1-1 e centrifugado (ThermoScientific Fresco 21) para separar os detritos celulares, em seguida, o sobrenadante foi reservado até a utilização. A amplificação foi realizada com kit comercial NZYTaq II 2× Green Master Mix (NZYtech-Portugal), uma solução pronta para uso, pois já contém NZYTaq II DNA polimerase, dNTPs, tampão de reação e aditivos em concentrações otimizadas, facilitando a amplificação eficiente de templates de DNA até 6 kb (concentração final de MgCl2 - 2,5 mM). Como iniciadores (primers) ITS foram utilizadas as regiões ITS1 (forward) e a região ITS4 (reverse).  As condições do PCR (Bio-Rad T100 Termal Cycler) são mostradas no esquema. A temperatura de anelamento de 52 ºC foi escolhida por orientação do fabricante dos primers. Para a técnica de PCR em tempo real (Bio-Rad C1000 Touch Termal Cycler), foram utilizadas sequências do gene actina, sendo o primer forward TCTGTTATGTTGCTCTTGAT e o reverse GTTCGTATGACTTCTCCAA, numa concentração final de 0,25µM e num volume de 0,8 µL cada. Os reagentes utilizados para o qPCR foram água destilada estéril (6,4 µL), Speed NZYTaq 2x Green Master Mix como fluorescente (10 µL) e 2 µL da amostra de DNA molde extraído das videiras analisadas. Figura 1-2As condições no termociclador foram: desnaturação inicial a 95 ºC / 3 min com 1 ciclo, desnaturação e emparelhamento/extenção a 95 ºC / 5 seg e 60 ºC / 15 seg, respetivamente, ambas com 40 ciclos. A eletroforese para avaliar a qualidade e pureza do DNA foi feita como descrito no esquema da figura 1-3.

Protocolo realizado na Universidade de Aveiro na disciplina Metodologia e Prática em Microbiologia/42206, sob a orientação do Profº Drº Micael  Gonçalves

1. A extração de DNA

A extração de DNA deve ser bem executada, seguindo o protocolo com rigor. De modo geral, o que se quer é romper a célular para expor o material genético e isto pode ser feito de várias maneiras, dependendo da amostra e do material disponível. Muitos laboratórios dispoem de Kits comerciais, como por exemplo: NZY Plant/Fungi gDNA Isolation (NZYTech, Portugal). 

Ordem do processo: 
  • Coleta da amostra – Preparar as células para a extração.
  • Lise celular – Romper as células para liberar o DNA.
  • Remoção de contaminantes – Separar proteínas e resíduos.
  • Ligação do DNA à membrana de sílica – Capturar o DNA.
  • Lavagem – Remover impurezas com etanol.
  • Eluição – Recuperar o DNA em solução.
  • Armazenamento e análise de qualidade – Garantir a integridade do DNA extraído.
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    👉Protocolo completo com kits comerciais: Part 1, 2 e 3

    A análise da qualidade do DNA é importante para evitar que, após adicionar os primers para utilizar a técnica do PCR convencional, durante leitura dos resultados no gel de agarose ou SDS-PAGE, você consiga enxergar as bandas da sua amostra. E como você pode verificar a qualidade do seu DNA? É muito simples. Basta transferir 5 μL da amostra desejada (DNA ou RNA) e adicionar 995 μL de Tris 10 mM, pH 7,5. Depois você deve diluir o conteúdo (1:10) e transferir para uma cuvete de quartzo para ser lido por um especfotômetro com uma absorvância de 260 e 280, depois faça a divisão e veja se os valores encontrados estão entre 1,4 e 2. Isto significa que o seu DNA está com uma excelente qualidade . Exemplo de protocolo aqui












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